Informativo.

Gente, só quero lembrar que eu não tenho um padrão sobre títulos. Eu posso escrever sobre algo hoje, mas amanhã, algo totalmente diferente.
Obrigado.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Jean Jacques Rousseau-Pensamento e obras.



Vou indo devagar, mas uma hora sai alguma coisa aqui. Pretendo embalar agora. Mas isso não importa muito. O importante é que depois de um bom tempo tomei coragem para fazer esse novo post e eu sei que vai dar trabalho.
Bem, hoje continuo a falar de um homem à frente de seu tempo. Quando usamos o termo "à frente de seu tempo" parece que só vem à nossa mente cientistas como: Albert Einstein, Isaac Newton e Galileu Galilei. Mas no campo da política também existem gênios. Enfim, sem mais delongas...

Rousseau não contribuiu somente na política. Ele contribuiu muito para a música, teatro, pedagogia e literatura. Ele até mesmo foi o precursor do realismo do séc. XIX.
Adiante estarão as principais obras de Rousseau com seus respectivos pensamentos.

Contrato Social: Rousseau tentava entender porque o homem saía de seu estado mais primitivo para formar sociedades e manter a ordem social. Mas, aos poucos ele percebeu que o homem abre mão de certos direitos para entrar em uma sociedade, ser submisso a um governante a fim de ganhar certas vantagens na ordem social. Rousseau defendia que determinadas capacidades do homem só podem ser desenvolvidas em uma sociedade política organizada segundo princípios democráticos. Além disso, os interesses divergentes entre ricos e pobres não podem desenvolver qualquer função em uma sociedade. Para Rousseau deveria existir uma igualdade tamanha a ponto de não haver sentido em falar de "ricos" e "pobres". Esses dois termos deveriam ser praticamente extintos. As pessoas não são ricas e pobres, mas, homens e devem se unir de forma racional para abater seus problemas. Para Rousseau deveria acontecer a alienação. Os indivíduos deixam o estado de natureza para se submeterem a soberania absoluta do estado e posteriormente ao contrato surgiria o patriotismo nos homens. Para ele era uma vantagem tamanha transformar seus diretos naturais em civis.

Discurso sobre a origem da desigualdade: Outro ponto a destacar-se no pensamento de Rousseau é quanto à propriedade privada. Para ele era o grande mal da sociedade. A desigualdade começou quando o primeiro homem cercou um pedaço de terra e disse: "Isso é meu". E a situação só continuou assim porque não houveram outros homens para dizer: "Não, essa terra não é sua, é de todos." Com isso houve também a dominância. Afinal, na prática quem tem domina quem não tem. Para Rousseau as armas foram se modernizando única e exclusivamente para os homens poderem defender suas propriedades.

Emílio ou da Educação: Segundo Rousseau, a criança deve na sua infância dispor de total liberdade física e durante o seu crescimento deverá descobrir e conquistar a liberdade interior. Para auxiliar a criança nesse processo, o educador deverá mantê-la afastada dos perigos da sociedade e conservá-la na sua bondade original. “Assim, Emílio só terá por companheiro de infância um preceptor que nada lhe ensina e o faz encontrar tudo, descobrir, inventar”. Contudo, a criança não deverá ser tratada como um adulto, por isso, deve-se permitir que esta sinta, pense e aja como uma criança. Este é o princípio da sua teoria da educação progressiva, que auxilia o desenvolvimento das novas aptidões que surgem com o crescimento.
Esta seria a teoria adoptar para formar verdadeiramente a criança, pois segundo Rousseau, todas as demais “procuram sempre o homem, na criança, sem pensarem no que ela é, antes de se tornar homem”.
Até aos 12 anos, a educação sentimental deverá preceder a educação de carácter intelectual, pois segundo Rousseau, “é mais importante a prática de bons actos do que a aquisição de grandes conhecimentos, seja através de livros, seja através de lições”.
Além disso, Rousseau considera que para a “educação do espírito é mais importante uma inteligência esclarecida que uma grande acumulação de saber”.
No método proposto por Rousseau, estão presentes alguns princípios fundamentais da educação moderna: o ensino prático, a descoberta de conhecimentos através do contacto directo com a vida.
Curiosamente, o único livro que “se permite a Émile na sua educação é o Robison Crusoe de Daniel Defoe, o qual nele mesmo demonstra o caminho no qual o carácter amadurece em harmonia com a natureza se a engenhosidade natural é permitida trabalhar desimpedida da corrupção da sociedade”.
Em suma, o “Emílio não passa de um tratado sobre a bondade original do homem e destina-se a demonstrar como o vício e o erro – estranhos à sua constituição – se introduzem nele, vindos do exterior, e o alteram insensivelmente”(Rousseau). O objectivo de Emílio é “formar um homem livre; e o verdadeiro amor pelas crianças…”.


Eu sinceramente estou para terminar esse texto há quase um ano. Então ficou uma porcaria. Qualquer coisa, se alguém quiser discutir é só falar comigo. As idéia dele sobre democracia são ótimas. Enfim... Ficou bem resumido, isso foi só para dizer que está aqui.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Jean Jacques Rousseau-Biografia

 Jean Jacques Rousseau   
Este homem sem dúvida é um dos meus maiores ídolos políticos. Seus pensamentos são revolucionários e à frente de seu tempo. Teve uma vida dura, mas, passou por todos os desafios. É uma vida no mínimo inspiradora.

    Jean-Jacques Rousseau nasceu em Genebra, na Suiça, em 28 de junho de 1712. Foi filho de Isaac Rousseau, que trabalhava como relojoeiro. A herança deixada pelo avô paterno a seu pai foi de pouca valia, porque teve que ser dividida entre 15 irmãos. Sua mãe foi Suzanne Bernard, filha de um pastor de Genebra; faleceu dois dias depois de seu nascimento. Rousseau também tinha um irmão: François, mais velho que ele sete anos, Futuramente ainda muito novo abandona sua família

Isaac Rousseau
    
    Com certeza o fato que mais marcou Rousseau foi a morte de sua mãe. Com certeza não foi por acaso que Rousseau chamou sua primeira amante de "mamãe" e a segunda de "tia". Como o pai trabalhava muito, ele foi criado por várias tias e uma babá. Essa convivência em um universo feminino desenvolveu uma certa feminilidade em Rousseau, a ponto de desenvolver nele uma bissexualidade. Mas ele não se relaciona com homens. Fato que só vão descobrir no leito de sua morte.

    Na prática também perdeu o pai. Pois, o mesmo, em uma briga, feriu o rosto de um cidadão influente e para não ser preso injustamente foge de Genebra. Rousseau e o irmão ficaram sob a tutela do tio Gabriel Bernard, engenheiro militar, que era irmão de sua mãe e casado com uma irmã de seu pai.
    
    Rousseau não frequentou a escola senão por curtos períodos e não frequentou nenhuma universidade. Mesmo assim ainda lia muito, principalmente para o pai enquanto este trabalhava. Ele gostava de ler os livros deixados por sua mãe e pelo pastor, seu avô materno. Ele também foi educado por um padre. às vezes a irmã desse padre cuidava de Rousseau o submetendo a maus tratos. Isso desenvolveu um profundo masoquismo em Rousseau.
    
    Seu tio logo o enviou, junto com seu próprio filho, para serem educados no campo, na residência de um pastor protestante em Bossey, lugar próximo à Genebra onde estudaram latim e outras disciplinas.
    
    Com 12 anos regressa juntamente com o primo à Genebra para começar a trabalhar. O primo começa a se preparar para a engenharia, como o pai, e Rousseau passa algum tempo no ócio, até que arrumam emprego para ele no cartório de Genebra, onde inicia aprendizado de questões legais com vistas a profissão de advogado. Rousseau não gostou do emprego, e decepcionou o tabelião, que terminou por despedi-lo.

    A partir de abril de 1725 trabalha em uma oficina de gravação onde a rudeza do patrão termina por desinteressá-lo do serviço. Acostumou-se aos maus tratos e a vingar-se deles por vários expedientes. É apanhado praticando pequenos furtos e cunhando medalhas com que presenteava os amigos. O que ganha então emprega em alugar livros a uma senhora que mantinha esse negócio.
    
    Aos dezesseis anos, acostumado a andar com amigos pelos arredores da cidade, por uma terceira vez perdeu o toque de recolher e passou a noite preso do lado de fora das portas trancadas da cidade. Não quis submeter-se aos castigos que o esperavam e fugiu. Após esse episódio ele vira um peregrino. Em suas andanças vai parar em Contignon, na Saboia (França) , cerca de 12 KM de distância de Genebra, solicitou ajuda à paróquia que o encaminha a uma jovem senhora, Louise Éléonore de la Tour du Pil (Ou, simplesmente: Madame Warrens), comprometida a ajudar peregrinos com a pensão que recebia do rei.
Madame Warrens

    Louise fez Rousseau ter uma educação regular. Estudou principalmente filosofia e música. Posteriormente ela o seduz e o inicia na vida sexual. Eles viram amantes e ficam juntos de 1732 até 1740. Porém, depois de estar quase falida e passar uma homem rico pela cidade, Louise troca Rousseau pelo "cheio da grana". Rousseau "chuta o balde" e vai para Paris.

    Chegando em Paris ele arruma emprego de secretário do embaixador francês na Itália. Com, isso vai para Roma e se delicia com o iluminismo, aumentando ainda mais seus conhecimentos musicais.

    Volta para Paris em 1745 e conhece sua esposa: Thérèse Levasseur, uma faxineira analfabeta. Com ela tem 5 filhos, todos doados a orfanatos. Isso dá um grande remorso em Rousseau, fardo que ele carrega por toda sua vida
Thérèse Levasseur

    Foi convidado a escrever "A Enciclopédia". Uma enciclopédia sobre o iluminismo, onde Rousseau escreve sobre música. Isso se dá ao fato de ele ser aclamado pelas altas elites devido suas belas canções. Além de  ter ganho um bom prêmio em dinheiro por vencer o concurso da academia Dijon, escrevendo um discurso sobre o tema: "O restabelecimento das ciências e das artes terá favorecido o aprimoramento dos costumes ?", tornando-se famoso ao responder de forma negativa e escrevendo o: "Discurso Sobre as Ciências e as Artes". Ganhando o prêmio em 1750.

    Embora seu pai soubesse de sua localização eles nunca mais se encontraram, porém, após sua morte, Rousseau recebe uma pequena herança.

    Resumindo:  Em maio de 1778 ele mudou-se para Ermenonville, para um pavilhão na propriedade do marquês René de Girardin, onde morreu cerca de um mes depois, em 2 de julho. Foi enterrado na Ilha des Peupliers no lago de Ermenonville, mas seus restos mortais foram removidos para o Panteon em Paris, durante a Revolução.

    Para começo de conversa, peço desculpas pelo texto ter ficado tão ruim. É que cada fonte que ía falava algo diferente. Só pude pegar as coisas comuns entre as mesmas. Posteriormente posto um vídeo que fiz que está mais claro

OBRIGADO PELA ATENÇÃO!!!

    

domingo, 15 de agosto de 2010

John Locke


Depois de tanta demora venho novamente falar de um grande contribuidor da sociedade; John Locke. Esse filósofo foi um dos mais importantes do movimento empirista, onde ele acreditava que a experiência era a base do conhecimento. Sem mais tititi...

Filho de um advogado e proprietário rural do Somerset, no sudoeste de Inglaterra, que se transformou em capitão de cavalaria durante a Guerra Civil, Locke despertou muito cedo para os problemas da vida política inglesa da sua época. Mas os problemas políticos não influenciaram em nada o decurso da sua educação. Entrou para a escola de Westminster em 1646, tendo ido para Oxford para o Colégio de Christ Church em 1652, tendo aí vivido até 1684. Parece ter-se preparado para entrar na vida clerical, mas sabe-se que recusou um futuro cargo em 1666, ano em que pediu dispensa das ordens para continuar os seus estudos. Num dado momento começou a estudar medicina, tendo-se licenciado em 1674. 






Em 1666 conheceu Lord Ashley, conde de Shaftesbury em 1672, passando a integrar a casa do aristocrata, chefe do partido Whig. Dirigiu, ou realizou, uma operação que salvou o seu patrono o que lhe abriu as portas da Royal Society. A sua posição junto de Ashley tornou-se assim indispensável, tendo negociado o casamento do seu herdeiro e tornando-se o seu tutor, apoiou o conde nas suas obrigações, tanto na administração dos seus interesses privados, como nos do serviço público. Assim, quando Shaftesbury foi nomeado Lorde Chanceler, Locke tornou-se o seu secretário para a apresentação de benefícios, sendo nomeado no ano seguinte, em 1673, secretário da Junta de Comércio, que abandonou em 1675 devido à queda política do seu protector. 

A vida política de Locke fê-lo viajar bastante. Visitou a Alemanha em 1666, quando acompanhou uma embaixada inglesa à corte prussiana, durante a primeira Guerra contra a Holanda. Em 1675 foi viver para França, realizando algumas excursões, mas tendo vivido sobretudo em Montpellier. Foi nesta cidade que começou a tomar forma o seu Ensaio sobre o Entendimento Humano, obra que começou em 1671 e que só será publicado em 1690. Regressado a Inglaterra em 1679, exilou-se na Holanda em Agosto de 1683, depois de uma breve passagem por França, devido às posições políticas de Ashley que, em luta aberta contra o rei católico de Inglaterra, Jaime II, se tinha exilado no mesmo país, e aí morrido no ano anterior. 

Na Holanda, andando de cidade em cidade, para fugir à prisão, requerida pela Inglaterra, conheceu Philip van Limbroch, dirigente de uma seita protestante, teólogo liberal a quem foi dedicada a Carta sobre a Tolerância, Epistola de Tolerantia no seu nome original latino. Foi aqui que terá concluído o seu Ensaio, pouco tempo antes de regressar a Inglaterra acompanhando a futura rainha Maria, em Fevereiro de 1689. 

O novo regime quis reconhecer os serviços e nomeou-o embaixador ou para Berlim ou para Viena, à sua escolha, mas Locke recusou devido ao «ar frio» e às «bebidas quentes». Foram-lhe propostos outros cargos menos importantes, que aceitou, como o de comissário de comércio. Mesmo ocupando cargos públicos, que o obrigavam a estar em Londres, foi viver para o campo, para Oates, para casa de Francis Masham, casado com a filha do célebre filósofo platónico de Cambridge, Cudworth. Aí viveu até à sua morte, acontecida em 1704. 

Obrigado pela atenção!!!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Thomas Hobbes, pensamento e obra-prima.


Capa da Edição original de Leviatã

Bem, volto a falar sobre Thomas Hobbes, mas desta vez, não sobre sua vida, mas sim, sobre seu pensamento e sua obra-prima: O Leviatã. Sem mais delongas...
Bem, o mérito de Hobbes, juntamente com os outros contratualistas, cada qual a sua maneira, claro, foi demonstrar como seria possível e viável um governo autônomo que partisse da vontade e da iniciativa do próprio povo e que, em troca, deveria governar para o povo. Hobbes quis fundir sua filosofia política sobre uma construção racional da sociedade, que permitisse explicar o poder absoluto dos soberanos e o motivo que fazia os homens a cederem a esse poder.  Em Hobbes, o estado  é usado como elemento de coesão social, utilizando como ferramenta a política passa pelo debate o conceito de estado de natureza do homem, ou seja, qual é a relação entre os homens sem a interferência do estado.Trata-se do homem em suas relações mais puras, mais primordial, mais natural. Hobbes tinha uma visão aristotélica nesse ponto, afinal, assim como Aristóteles, ele acreditava que o homem era um animal político, ou seja, mesmo sem estado o homem mantinha relações sociais em seu estado de natureza. Então, creio, que não dá para entender o pensamento Hobbesiano se não entender como ele via o estado de natureza.
 Para Hobbes o homem é naturalmente egoísta. Nesse estado o homem tem uma coisa que Hobbes chamava de Direitos de Natureza; que consiste na liberdade humana de se unir para a preservação da vida e fazer tudo aquilo que sua razão e seu julgamento dissessem que eram certo. Em outras palavras é o direito da sobrevivência. Assim, o homem deve esforçar-se para que a paz seja mantida, mas, não deve renunciar de seus direitos em favor dos outros. Deve garantir a sua existência acima de qualquer coisa. Para ele o homem deveria usar a força bruta caso a harmonia em que ele se encontra fosse violada. Para ele, todo homem era dotado de força igual, pois o fisicamente mais fraco poderia matar o fisicamente mais forte abrindo mão deste ou daquele direito. (...) Natural seria o egoísmo, inclinação geral do gênero humano, costituído por um "perpétuo e irriquieto desejo de poder e mais poder que só termina com a morte"  Essa é a idéia de Hobbes sobre todos os homens. Embora ele defendesse um despotismo político(O poder nas mãos de um governante.) ele acreditava que todos os homens eram iguais. E essa igualdade se basearia justamente no desejo universal de autopreservação.

Com a concepção Hobbesiana sobre o estado de natureza, fica mais fácil explicar sua obra-prima: "o Leviatã ou matéria, forma e poder de um Estado eclesiástico e civil" Leviatã é um monstro bíblico cuja imagem é utilizada por Hobbes para exemplificar o poder do estado. Para que não se lembra, Leviatã é citado na bíblia no Livro de Jó, capítulo 40 e 41. Na idade moderna os marinheiros o temiam devido a sua força e tamanho.Só por curiosidade, alguns pensam que Leviatã seja o Monstro do Lago Ness

leviathan.jpg Leviathan image by Firecrow78

Em sua obra Leviatã, Thomas Hobbes diz que é impossível o retorno do homens ao estado de natureza, quando, entre outras coisas, afirma que os homens foram feitos iguais.
Diz também que sua natureza leva à discórdia (competição, desconfiança e desejo de glória). Sem um poder centralizado, os homens estarão sempre nesse estado de natureza, ou seja, em constante estado de guerra uns contra os outros, havendo, assim, a necessidade de um poder comum que os coordene, pois não existe um equilíbrio entre as divergências e a estabilidade. Sempre que não houver a paz, necessariamente se travará a guerra.
Nessa guerra de todos contra todos, tudo tem de ser justo. Não existe diferença entre o bem e o mal, justiça e injustiça. Onde há bem comum, há lei, e onde esta não existe, certamente haverá injustiça. No estado de guerra, a força e a fraude são consideradas virtudes.
É de fundamental importância, também, ressaltar que nesse estado não há definição de propriedade. Conseqüentemente, será de cada um, o que seus próprios esforços conseguem adquirir, e só terá direitos sobre isso enquanto puder mantê-lo.
O medo constante leva os homens a entrar em guerra. Por isso, é também em virtude do desejo de confronto e esperança de uma boa vida através do trabalho, que o homem tende à paz.
Assim, surgiram as leis a natureza e normas foram estabelecidas para chegar-se a esse fim. Os homens renunciam aos seus direitos em troca de estabilidade e boas condições de vida e, uma vez feita essa troca, em forma de pacto, encontram-se diante da impossibilidade de voltar ao estado em que primeiramente se encontravam.
Uma sociedade, não se disporá a renunciar a todas as suas regalias e voltar a um estado primitivo de vida repleto de inseguranças. Portanto, em nome da segurança e da preservação, os homens devem abrir mão de suas liberdades individuais em favor de um governo que seja capaz de manter a paz e a vida de todos.. A partir daí, acontece o "Contrato Social". Esse contrato consiste em todos os homens de um só país, que abre mão de seu estado de natureza, entregam-se em obediência total a um soberano. Este soberano jamias deve ser questionado ou ter seu poder dividido, pois ele representa a vontade de todos que abriram mão de suas liberdades e abdicaram de seus direitos individuais em nome da paz social. Hobbes não era muito preocupado com a forma de governo, para ele tão pouco importava se era uma monarquia, aristocracia ou democracia, mas ele, preferia a monarquia. 
Hobbes separa a política da religião, defendendo um estado laico. Suas análise é racional e concreta sobre as ações humanas, opondo-se àqueles que defendiam o direito divino de os reis governarem. É importante ressaltar também, que Hobbes viveu em uma época em que a Inglaterra passava por mudanças políticas muito severas. O parlamento começou a se opor intensamente ao absolutismo dos reis ingleses da dinastia Stuart. Temos na década de 1640 a revolução Puritana e a chegada de Oliver Cromwell que implantou a república. É nesse contexto que Hobbes põe seus pensamentos. 
Para finalizar, Hobbes achava que: Os Estados soberanos devem viver em contínua vigília de armas: em perpétuo estado de guerra; Cada Estado é livre para buscar o que for mais favorável ao seu próprio interes-se; Não existe direito positivo acima do Estado; Os Estados devem observar a racionalidade e o temor da destruição recíproca; Contradição dos Estados: aparentemente os Estados soberanos não estão sujeitos, quanto os homens às paixões humanas

Obrigado pela atenção!!!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Thomas Hobbes



Hoje, venho para falar de um homem notável na nossa história. Teve um pensamento totalmente inovador e foi o primeiro dos contratualistas. Muita gente não gosta de saber a biografia de escritores, pensadores e cientistas, mas, eu acho de extrema importância. A vida do indivíduo nos ajuda a ver o que o influenciou, como as pessoas e o meio interferiram em seu pensamento e como os acontecimentos em sua vida o fizeram em chegar a vida de um determinado modo. Sem mais, comecemos.


Thomas Hobbes nasceu em Malmesbury, em 5 de abril de 1588, era filho de um vigário anglicano que, forçado a deixar o condado por causa de uma briga, abandonou os três filhos aos cuidados de seu irmão.Aos 4 anos, Hobbes começou a ser educado na igreja de Westport, passando por duas escolas e seguindo, aos 15 anos, para Oxford, onde mais tarde freqüentou a universidade. Trabalhou como preceptor do futuro conde de Devonshire, William Cavendish, iniciando a sua longa relação com essa família. Tornou-se companheiro do aluno, e em 1610, visitaram juntos a França e a Itália. Durante a viagem,  Hobbes verificou que a filosofia de Aristóteles estava perdendo influência, devido às descobertas de Galileu e Kepler, que formularam as leis do movimento planetário.Ao regressar à Inglaterra, Hobbes decidiu tornar-se um estudioso dos clássicos, tendo realizado uma tradução da "História da Guerra do Peloponeso", de Tucididas, publicada em 1629. Viajando novamente para o estrangeiro, Hobbes foi chamado à Inglaterra, em 1630, para ensinar outro jovem Cavendish. Durante uma terceira viagem ao continente, com seu novo pupilo, Hobbes se encontrou com o matemático e físico Mersenne e, depois, com Galileu e Descartes. Descobriu os "Elementos", de Euclides, e a geometria, que o ajudaram a clarear suas idéias sobre a filosofia. Com a idéia de que a causa de tudo está na diversidade do movimento, escreveu seu primeiro livro filosófico, "Uma Curta Abordagem a Respeito dos Primeiros Princípios" e começou a planejar sua trilogia: "De Corpore", demonstrando que os fenômenos físicos são explicáveis em termos de movimento (publicado em 1655); "De Homine", tratando especificamente do movimento envolvido no conhecimento e apetite humano, (1658); e "De Cive", a respeito da organização social, que seria publicado em 1642.Hobbes retornou à Inglaterra em 1637, às vésperas da guerra civil. Decidiu publicar primeiro o "De Cive", que circulou em cópia manuscrita em 1640 com o título "Elementos da Lei Natural e Política". Em 1640, retirou-se para Paris, onde passou os onze anos seguintes. Procurou o círculo de Mersenne, escreveu "Objeções às Idéias de Descartes" e, em 1642, publicou o "De Cive".Quatro anos depois,o príncipe de Gales, o futuro Carlos II, em Paris, convidou-o para ensinar-lhe matemática e Hobbes voltou para os temas políticos. Em 1650, publicou "Os Elementos da Lei", em duas partes, a "Natureza Humana" e o "Do Corpo Político". Em 1651, publicou sua obra-prima, o "Leviatã". Carlos I tinha sido executado e Carlos II estava exilado; por isso, no final da obra, tentou definir as situações em que seria possível legitimamente a submissão a um novo soberano. Tal capítulo valeu-lhe o desagrado do rei Carlos II e da corte inglesa.Ao mesmo tempo, as autoridades francesas o tinham sob suspeita devido aos seus ataques ao Papado. Hobbes regressou a Inglaterra em 1651, também sob as críticas da Universidade de Oxford, que tinha acusado de manter um ensino baseado em conhecimentos ultrapassados. Com a restauração da monarquia inglesa, em 1660, Hobbes voltou a ser admitido na corte, com uma pensão oferecida por Carlos II. Em 1666, Hobbes sentiu-se ameaçado, devido à tentativa de aprovação no Parlamento de uma lei contra o ateísmo, sendo que a comissão deveria analisar "O Leviatã".A lei não foi aprovada, mas Hobbes nunca mais pôde publicar algo sobre a conduta humana. Seus últimos anos, Hobbes passou com os clássicos da sua juventude, tendo publicado uma tradução da "Odisséia", em 1675, e uma da "Ilíada", no ano seguinte. Ele acabou morrendo em Hardwick Hall, em 4 de dezembro de 1679..

Obrigado pela atenção!!!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Contratualismo.

  

Respectivamente:Thomas Hobbes, John Locke e Jean Jacques Rousseau.




Agora falarei de um conjunto de teorias intulado de Contratualismo. Se ele, de fato, fosse levado a sério, vocês podem ter certeza, meus amigos, que a sociedade estaria completamente diferente e seria a ética quem nos guiaria no convívio social. 
Existem três pensadores que nós chamamos de Contratualistas, são eles: Thomas Hobbes, John Locke e Jean Jacques Rousseau. Eles são intulados assim, por que proporam que a sociedade fizesse um "Contrato Social". Mas o que são esses contratos e o que eles consistiam ? 
Bem, comecemos então.
Primeiro, temos que entender dois termos, nós os chamamos de "Estado de Natureza" e "Estado Civil". Resumidamente, o Estado de Natureza é o estado do homem anterior à constituição da sociedade civil. O Estado Civil seria o estado posterior, o homem com uma sociedade e regras para os indivíduos, o nosso estado. É interessante ressaltar que talvez o estado de natureza nunca tenha existido, pois o homem sempre se organizou em bandos e cada bando teve sua regras. Mas, a análise do Estado Natural é importante para entendermos o estudo. Além disso, é o que nos difere dos animais.
Então, o Contrato Social, seria um acordo que os membros de uma sociedade fariam com um governante ou outra autoridade a fim de obter vantagens sociais. Logo,  os membros da sociedade reconheceriam a autoridade, igualmente sobre todos, de um conjunto de regras, de um regime político ou de um governante. O Contrato social também, tenta explicar o que fez o homem em seu Estado de Natureza a interessar-se racionalmente em abrir mão da sua liberdade para obter vantagens de ordem política.
Bem, galera, é isso. Depois farei outros textos sobre os três contratualistas e seus pensamentos.


Obrigado pela atenção!!!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão


Bem, por que não falar de uma das organizações que mais tenho admiração em minha primeira postagem ? Ainda mais agora ?(É, teve gente que não entendeu). 
Bem, falo dos cavaleiros templários. Eu sei que o título ficou bem grande e irreconhecível, mas sim, são eles. 
Esses grandes homens merecem a admiração de qualquer indivíduo. Eram sérios, religiosos, lutavam muito bem e dedicavam sua vida a um ideal. A vida deles não era levada pela ignorância como a população européia da idade média. Eram homens inteligentes e calculistas.Temidos em batalha como nenhum outro. E, as más línguas da época disseram que eles guardavam um grande tesouro: O SANTO GRAAL.
Mas foi essa fama, poder, força e inclusive dinheiro que foi a ruína dos pobres cavaleiros de Cristo. Eles atraíram inimigos poderosos e a inveja os derrubou do cavalo. 
Bem, comecemos então.
Para entendermos os segredos dos templários temos de voltar e refazer seus passos. No ano 1096 D.c milhares de guerreiros marcham em direção à Terra Santa, onde hoje é a Palestina, para toma-la dos mulçumanos. Quem convoca essa "guerra santa" é o Papa Urbano II. Depois de três anos os cruzados chegam à seu destino. 4000 homens, enfrentando doenças, fome e inúmeras batalhas.Pouco mais de mil chegam no destino final. Em julho de 1099, depois de um cerco de 5 semanas, os cruzados tomam a Terra Santa.. Após essa tomada, eles fizeram um banho de sangue. Mataram cristãos, judeus e mulçumanos.Os cruzados decidiram escolher um rei de seu próprio meio para tomar conta da Terra Santa. Mas o rei que realmente nos importa foi o terceiro, Rei Balduíno II, que começou seu reinado em 1118.
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Rei Baduíno II e Hugo De Payens

Balduíno II, recebe ajuda do cavaleiro cruzado: Hugo de Payens. Ele diz ao rei que teve uma visão. Essa visão consistia em criar uma ordem de monges guerreiros que teriam como objetivos: Proteger peregrinos que vinham da Europa e defender a Terra Santa de ameaças. Rei Balduíno II gosta da Idéia e assim, nascem os Cavaleiros Templários. A Ordem começa apena com Hugo de Payens e mais oito homens, mas, em seu ápice chega a milhares.
Muitas pessoas acham que os Templários eram somente guerreiros, mas eles eram monges e devotavam sua vida à Deus. Fizeram voto de obediência, pobreza e celibato. Além disso, rezavam sete vezes ao dia Eis aqui sei juramento:
 
"Juro consagrar minhas palavras, minhas armas, minhas forças e minha vida em defesa dos mistérios da fé cristã.
e da Unificação de Deus. Prometo, ser submisso e fiel ao
Grão-Mestre.
Toda vez que necessário, passarei o mar para combater
e darei socorro contra os reis e príncipes infiéis.
Na presença de três inimigos, não fugirei e, mesmo sozinho,
combatê-los-ei."

"Non nobis, Domine, non nobis sed Nomini tuo dá
Gloriam."
( Nada para nós,Senhor,mas para dar glória a Seu
Nome). 

Sem dúvida, a idéia de uma ordem militar dentro da igreja era revolucionária e extraordinária. Mas como conciliar as duas coisas ? Rezando sobre suas armas ? A resposta é sim, era o que eles faziam. Eles entendiam seus objetivos como um chamado santo e se consideravam como se fossem as forças especiais de Cristo.
O que realmente diferenciava esses monges eram seu treino de luta. Pregavam que a primeira defesa é a espada. Tinha um exército eficiente, disciplinado, bem equipado e de prontidão. Não eram grandes em número, mas eram temidos por serem muito bem constituídos. E quando eles usavam sua invencível manobra: "Esquadrão Comando", o campo de batalha era tomado pelo medo. Essa manobra consistia em um pequeno grupo de homens montados que investiam contra o exército inimigo, espalhando-os para os lados, enquanto a infantaria chegava em seguida. Devido a tais fatos, eles literalmente esmagaram os mulçumanos no Cerco de Ascalon (1153), Batalha de Montigisard (1177) e na Batalha de Arsuf (1191). Eles pareciam invencíveis. Além disso lutavam sobre regras severas: Não podiam bater em retirada a menos que recebessem ordens para o mesmo ou se estivessem em desvantagem de mais de 3 para 1.

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A Cruz vermelhas dos templários significa mártirio, sofrer por algo em que se acredita. Pois a morte em batalha é gloriosa.

Eles venceram inúmeras batalhas e foram extremamente respeitados. Outro ponto em favor aos Templários eram sua essência mística. Essa essência nasceu em sua sede, o Monte do Templo, em Jerusalém. O próprio Jesus Cristo Já havia pregado ali.
http://protestantismo.ieadcg.com.br/noticias/imagens/terceiro_templo.jpg
Monte do Templo, quartel general dos Templários.

Rei Balduíno lhes dá uma parte deste templo judeu, um dos lugares mais sagrados da cristandade. Esse templo foi construído no séc. 10 a.C. 4 séculos mais tarde os babilônios o destruiu e os judeus o reconstruiu. Dizem as lendas, que este templo guardou a Arca Sagrada das Promessas de Deus. E as lendas ainda dizem  que na sala mais sagradas entre as sagradas viveu o próprio Deus. No ano 70 d.C. uma guerra destrói esse templo. Os romanos o invadiram para acabar com uma rebelião de judeus. Depois disso queimaram a cidade destruindo o templo. Na época das cruzadas, os mulçumanos constroem uma mesquitasa em cima das ruínas do templo judeu. Ela está de pé até hoje, e as chamamos de A Cúpula da Rocha.
http://fotos.sapo.pt/p5Cv9BQQfDjgKCeOha6R/ 
Cúpula da Rocha

Os Templários teve o templo como seu quartel general, muito embora eles passassem mais tempo nos complexos do temploa do que nele própriamente dito. Por isso, alguns estudiosos dizem que os Templários estavam em busca de outra coisa. Eles passaram 9 anos cavando um túnel na rocha sólida e depois uma série de túneis que saíam deste principal. Sabe-se que eles acharam algo ali, mas não se sabe ao certo o quê. A teoria mais aceita é que era um pergaminho banhado em cobre (Banhado em cobre, esses pergaminhos durariam para sempre) que dizia a localização de todos os tesouros do templo. Os judeus esconderam esses tesouros à medida que os romanos avançavam no ano 70 d.C. Em 1947, um pastor procurando uma ovelha desgarrada achou esse pergaminho. Então nos anos 50 uma expedição decide ir até os locais indicados para ver se encontravam algo. Não acharam nada, mas essa expedição descobre que uma expedição anterior foi à esses locais e em todos esses locais eles acharam fragmentos de espadas e de cruzes de Templários. Ou seja, os Templários estiveram em todos estes locais "coletando" estes tesouros.
Sabe-se que eles acharam uma câmara secreta no templo, mas não se sabe se acharam algo ali nem o que faziam lá. Porém, reza a lenda que os templários encontraram nada mais nada menos do que o Santo Graal. Esse artefato místico aparece em diferentes formas em todos o decorrer da Idade Média. Alguns diziam que era a taça que Jesus usou na Santa Ceia. Ou, até mesmo uma pedra que caíra do céu. Podia ser também a ponta da lança que perfurou o lado de Jesus Cristou. Além, é claro, da cabeça de João Batista. Mas, se for para ligar com fatos futuros, o mais provável é que o que foi encontrado nessa câmara seria um livro com a árvore genealógida de Jesus Cristo.. Segundo essa teoria, as palavras em latim para Santo Graal que seriam San Greal foi traduzida errada e se trocarmos o G de posição temos: Sang Real, ou seja, Sangue Real. Segundo essa teoria Jesus casou-se e teve filhos e esses filhos seriam o segredo do Graal. Tudo se encaixa quando analisamos o fato de que, se fosse revelado para a época que Jesus casou e teve filhos, os pilares do cristianismo seriam abalados para sempre. Se em pleno séc XXI, depois de passarmos pelo Renascimento e pelo Iluminismo, além da Revolução Cienífica e do Positivismo, ficaríamos desnorteados se descobríssemos isso, imagine na época. Ou seja, a Igreja pagaria muito aos Templários para manterem a boca fechada.
Hugo de Payens, sai da Terra Santa em direção à França, para se encontrar em um concílio com o papa Honório II(Papa este que foi eleito por suborno). 
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Papa Honório II

Não se sabe o que foi discutido nesse concílio, mas sabe-se os resultados. O papa dá a sua benção à eles. O próximo papa, Inocêncio, lhes dá poderes sem igual.
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Papa Inocêncio

Os Templários agoram desfrutam de imunidade das leis, das regulamentações e taxas de cada nação. Além disso estavam livres de poderes seculares (Poderes finitos, ao contrário do da igreja. Ou seja, não precisavam obedecer aos reis) e de poders eclesiásticos(vindos dos clérigos). Eles só eram submissos ao papa. Agora, os Templários eram uma força autônoma.
Os Templários ficaram tão ricos que financiaram a maioria das catedrias góticas do século XII e XIII. Um exemplo significativo foi a catedral de Notre-Dame de Chartres:
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O Preço desta catedral equivale à ida do homem à Lua nos anos 60, ou seja, bilhões de dólares. Outra catedral construída pelos templários, mas não no estilo gótico e que eu digo ser a mais importante, é a Catedral de Londres, mais conhecida como o Convento de Cristo: http://www.sacred-destinations.com/portugal/tomar-convento-cristo-pictures/church-cc-cybermat.jpg

Essa igreja não é tão gótica quanto às outras, tendo vários simbolos Templários. Um rei da Inglaterra em 1307(Ano de extinção dos Templários) entrou aqui e saiu com 50 mil libras esterlinas. Equivalente à pouco mais de 134 mil reais, o que para época era muito mais significativo do que hoje. Mas, qual a origem desta riqueza toda que os Templários conseguiram ? Bem,  por toda a Europa os Templários começaram a emprestar dinheiro para nobres falidos. Afinal, eles tinham vantagens sobre outros cristãos que emprestavam dinheiro, eles podiam cobrar juros. Na Europa medieval, poucos pessoas sabiam como lidar com o dinheiro, pois supostamente era considerado simonia (Venda de favores divinos, bençãos, cargos eclesiásticos, prosperidade material, bens espirituais, coisas sagradas, etc. em troca de dinheiro) e usúra emprestar dinheiro com juros. O Templários podem ter criado a idéia dos cheques e das linhas de crédito. Na prática surgem os primeiros bancos. Além disso os peregrinos em troca da escolta depositavam dinheiro em um tesouro Templário local. Em troca, recebiam um recibo com a quantidade depositada. Os peregrinos tinham de viajar com tudo que tinham, pois não havia onde depositar suas riquezas. Os Templários cobravam até 10% do valor que os peregrinos carregavam. Mesmo os membros fazendo voto de pobreza isso não afetou a economia da Ordem. Afinal, o dinheiro era da Ordem, não dos membros, assim, eles podiam fazer seus negócios. No final do ano de 1200, os Templários já eram uma das organizações mais ricas da Europa.
Mas, um fato interessante é que as Cruzadas criaram os Templários, mas as Cruzadas também acabariam com eles. Os mulçumanos, se fortaleceram sob comando dos sultões egípcios e as Cruzadas estavam em crise, pois elas eram muito caras, então, os recursos destinados a elas começaram a minguar. Dava a sensação de que o retorno demorava muito para chegar, e de fato, demorava. Então, os mulçumanos deram uma surra nos cruzados na Batalha de Jafa, na Batalha de Al Mansur e no cerco de Safer. Em 1290 só sobrou 1 dos 7 castelos dos Templários. Esse Castelo ficava em Acre. Houve um outro cerco e os Templários também o perderam. Ou seja, agora, a Terra Santa está tomada pelos mulçumanos e os Templários se retiram para a ilha de Chipre.Após isso a população européia vê as Cruzadas com desilução eparece menos valioso. Agora, o destino dos Templários está nas mãos de um Homem: Jacques Demolay. o papel dos Templários
                                  

Não se sabe ao certo a data em que Jacques Demolay foi eleito Grão-Mestre, mas foi na década de 1290.Ele começa a organizar uma nova Cruzada partindo de Chipre. Em 1307, Jacques Demolay chega à Paris a pedido do Papa Clemêncio II para levantar fundos e discutir empreendimentos futuros. O pior disso, é que o Grão-Mestre foi parar em Paris na época em que o Rei Filipe IV, o Belo, estava atravessando dificuldades econômicas.
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Mas o rei francês acumulou dívidas enormes. Suas guerras contra a Inglaterra custaram caro. A situação da França era delicada. E seu maior credor era ninguém menos que a Ordem dos Cavaleiros Templários.  Então, ele decide acabar com suas dívidas em um só golpe. Ele inventa falsas acusações contra os Templários e os prende. Essas acusações consistiam nas piores formas de heresia conhecidas das mentes medievais. 
Sexta-Feira, 13 de outubro de 1307, alguns acredita que a supertição moderna tenha vindo desse fato. Jacques Demolay e centenas de Templários franceses são cercados e presos. Todos foram brutalmente torturados, para que confessassem seus pecados. Uma das formas mais comuns de tortura na França era a Máquina Extensora de Músculos. O acusado deitava em uma espécie de maca, e tinham seus pulsos e tornozelos amarrados a uma corda conectada a um molinete. À medida em que esra corda era enrolada no molinete os músculos dos pulsos e dos tornozelos eram deslocados. Foram 127 acusações contra os Templários, desde negar a Cristo, cuspir na Cruz, defecar na hóstia, mostrar as nádegas na eucaristia, até beijar as nádegas uns dos outros na iniciação. Um a um vai confessando seus pecados. Mas o que é mais interessante neste episódio é que os Templários vão confessando coisas que íam além das acusações. Eles confessam práticas religiosas estranhas, incluindo a adoração a um objeto incomum. Dizem que esse objeto poderia ser desde a cabeça de João Batista ou até mesmo um ídolo. Outros também confessaram adorar Baphomet. Exatamente, os Templários foram acusados de adorarem um demônio com corpo de mulher, asas e cabeça de bode.
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Porém, alguns estudiosos dizem que Baphomet foi uma tradução mal feita de Maomé. O que sugere que os Templários combinavam várias tradições religiosas em sua prática. Os Templários serviram por anos na Terra Santa, e eles podiam ter absorvido secretamente as crenças religiosas, incluve a adoração a Maomé.
Nos Anos 80 um historiados faz uma afirmação incrível. Ele diz que Baphomet é uma mensagem codificada. Ele usou o anagrama arábico de estudos bíblicos. Esse anagrama é uma incrível técnica inventada pelos hebraicos a pelo menos 500 anos antes de Cristo. quando se encaixa a palavra Baphomet no anagrama, aparece a palavra "Sophia", que em grego significa "sabedoria". Adorar a sabedoria não é heresia. Mas claro, se a sabedoria em si não for herética. Sophia é o nome grego para uma deusa adorada pelos primeiros grupos de cristãos, conhecidos como gnósticos. Ela era considerada a mãe de todas as coisas vivas.
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 Para os Gnósticos, ela é considerada uma figura maior até que a de Jesus Cristo. Mas, se no julgamento dos Templários a inquisição ficasse sabendo disso, não adiantaria de nada, pois o evangelho gnóstico foi banido pela igreja. Alguns estudiosos dizem que os Templários descobriram esses evangelhos e ressucitaram uma forma perdida de cristianismo. Agora, a coisa começa realmente esquentar quando levamos em consideração o fato de que a deusa Sophía veio ao mundo encarnada em Maria Madalena. Com a teoria do Sang Real Maria Madalena teria carregado a linhagem de Jesus Cristo em seu ventre. Ela seria a prória veia que carregava o sangue de Cristo, o próprio Graal.
Os Templários dedicavam seus escritos não a Jesus, mas, sim, a Maria Madalena. Ninguém sabe ao certo se os Templários adoravam Maria Madalena como a virgem abençoada ou como a Santa Maria Madalena. Mas, se eles adoravam Maria Madalena da mesma forma que a Jesus, era o pior tipo de heresia. Mas não se achou nada comprovando o tal fato. 
O que realmente aconteceu é que os Templários foram usados como bode expiatórios por Filipe IV para se livrar de suas dívidas, mas, acabou descobrindo muitas coisas além. No dia 8 de março de 1314, após 7 anos de tortura e prisão, Jacques Demolay é queimado vivo como um herége não arrependido e como alguém que não confessou seus pecados. Dizem que como último suspiro, Demolay pôs uma maldição no papa e no rei. Onde ele dizia que veria os dois em um tribunal perante Deus. O interessante é que dentro de 1 ano os dois morreram.
Mas, você acha que Filipe IV mesmo morrendo dentro de um ano só ía receber a morte como punição de tamanha injustiça ? Não, meus amigos, não.O tesouro dos Templários que ele vira com seus próprios olhos desapareceu misteriosamente. Ninguém sabe o que aconteceu de fato este tesouro, mas o mais provável é que eles foram levados em duas grandes carroças antes das prisões finais. Teóricamente aqui acaba a jornada dos Templários. Mas, na verdade, alguns deles sobreviveram. Os Templários tinham os melhores navios da época, alguns que sobraram pegaram seus navios e viajaram em direção ao Além-Mar. Anos depois, navios iguais aos deles voltam, mas agora, na pele dos piratas. Porém, não há certeza da conexão entre os Templários e os Piratas. Mas nem todos viraram piratas e não se sabe onde os outros foram parar, mas resta uma pista. Esta é a capela de Rosslyn, na Escócia.: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/foto/0,,10604614-EX,00.jpg

É provável que todas as riquezas dos Templários, juntamente com o Santo Graal foram escondidos aqui. Ela foi construída em 1446 por William Sinclair. Mesmo ela sendo construída a mais ou menos 130 anos depois da extinção dos Templários ela mostra uma forte conexão com eles. Os dois homens montando no mesmo cavalo, simbolo principal dos Templários, mas, não o mais famoso aparece com frequência aqui.http://3.bp.blogspot.com/_CvjnS8aGnD0/SqjXyGlI-WI/AAAAAAAAAaI/q4PZPi6TXz0/s400/Templ%C3%A1rios%2BI.jpg


Além do Selo Templário, que é representado pelo Cordeiro de Deus segurando uma cruz. Este não é o selo oficial, mas dá para se ter uma idéia. http://farm4.static.flickr.com/3091/2812592421_4d7b000e2e.jpg


 Na capela inteira temos marcas templárias.Geralmente, nos solos das capelas medievais temos uma Cruz, mas aqui não temos, sabe por que ? Porque ela tem exatamente o mesmo layout, ou seja, o mesmo esqueleto lá daquele templo de Salomão do início do texto. Mas, no templo de Salomão existiam câmaras subterrâneas secretas. Se a capela de Rosslyn tem o mesmo modelo ela também não teria câmaras secretas ? O Santo Graal não poderia estar escondido aí dentro ? Só que as pessoas inventam demais e tiram a credibilidade de uma história que pode ser real. Alguns historiados dizem que talvez existam pergaminhos do templo de Salomão no fundo desta igreja. Outros dizem que a Arca Sagrada das Promessas de Deus está aí dentro. Alguns loucos também dizem que a cabeça mumificada de Jesus Cristo pode estar aí dentro.
Estavam acontecendo escavações no local, mas elas foram abandonas por existir riscos de desmoronamento da capela (Hum, sei!)
Mas esse segredo e esses tesouros não podem ter sido perdidos. Alguns dizem que eles são guardados por Templários Modernos, os Maçons; Rituais de iniciação dos maçõns é muito parecido com os dos Templários. Aliás, os Templários e os Maçons estão ligados até por sangue. Lembram de Hugo de Payens ? Antes de fazer seu celibato ele havia se casado com uma moça da família Sinclair, da Escócia. 300 anos mais tarde Willian Sinclair construiu a capela de Rosslyn e no séc. XVIII a família Sinclair foi listada como líder hereditária da Maçonaria escocesa. As paredes da Capela de Rosslyn sugerem que os Templários estiveram ali mesmo depois de 150 anos após sua extinção. E as mesmas paredes dizem que os maçons estiveram ali 250 anos antes de terem sido "fundados". Sacou,? Sacou ?

Bem, acabo aqui dizendo que os segredos Templários jamais chegaram aos ouvidos da mídia, nem de nós pobres mortais. Claro, se é que eles existem. Quero deixar claro também que não coloquei nenhuma opnião pessoal aqui..

OBRIGADO PELA ATENÇÃO!!!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Lucas em suas novas aventuras intelectuais.




Bem galera, estou eu aqui novamente, na minha carência de escrever. Meu blog está de volta, porém de cara totalmente nova, Aliás, não só a cara. Cara e coração.
   De um tempo para cá todo mundo anda se perguntando o que aconteceu com o Lucas. De Stephen Hawking ele pula para Rousseau. As observações do tipo: "Jurava que você ia fazer algo relacionado a física" são comuns. Já até teve casos das pessoas pararem para me convencer para que eu faça física. Mas de fato, o que aconteceu ? Sou um pobre mortal que gosta de tudo, desde matemática a gramática. Mas percebi que eu sou menos pior na área de humanas. Então, resolvi deixar aquele blog de astronomia do lado e criar este aqui.
   Pois é, o menino das estrelas, virou o homem da burocracia, um tanto quanto frustrante, mas, é um fato irrevogável. As propostas são as mesmas do outro blog, porém os assuntos são diferentes.
   Bom gente, é isso aí, espero que vocês gostem e que os comentários sejam tão positivos quanto do outro. Aí fica aquele abraço e até a próxima.